O julgamento do caso de feminicídio da jovem quilombola Tainara dos Santos foi adiado pela terceira vez pela Justiça da Bahia. O júri popular estava previsto para ocorrer no dia 12 de março, mas acabou suspenso após pedido da defesa do acusado. Até o momento, não há definição de uma nova data para a realização do julgamento.
Tainara tinha 27 anos, era trancista e mãe de duas meninas. Ela morava na comunidade quilombola de Acutinga Motecho, localizada no território da Bacia do Iguape, na zona rural de Cachoeira.
A jovem foi vista pela última vez no dia 9 de outubro de 2024, depois de sair para encontrar o ex-companheiro, apontado como principal suspeito do crime. O homem está preso preventivamente.
Mesmo sem a localização do corpo da vítima, o processo foi enquadrado pela Justiça como feminicídio. O caso deverá ser analisado pelo Tribunal do Júri quando houver nova data definida para o julgamento.
O adiamento do júri tem gerado mobilização de familiares, amigos e organizações que acompanham o caso e cobram celeridade no andamento do processo.

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