Cachoeira: Legado de André Rebouças segue vivo 127 anos após sua morte


Nascido em Cachoeira, o engenheiro, abolicionista e intelectual negro André Rebouças permanece como uma das personalidades mais importantes da história do Brasil. Nesta sexta-feira, 9 de maio, completam-se 127 anos de sua morte, ocorrida em 1898, no exílio, na cidade de Funchal, na Ilha da Madeira, em Portugal.

Filho do conselheiro Antônio Pereira Rebouças, André Rebouças tornou-se o primeiro engenheiro negro formado pela Escola Militar do Brasil e ganhou destaque nacional por sua atuação em grandes obras de infraestrutura durante o período imperial. Entre suas contribuições estão projetos de abastecimento de água, portos e estradas, consolidando seu nome como um dos principais engenheiros brasileiros do século XIX.

Além da engenharia, Rebouças teve forte atuação política e intelectual na luta pelo fim da escravidão. Ao lado de nomes como Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, participou de sociedades abolicionistas e defendeu não apenas a libertação da população escravizada, mas também políticas de inclusão social e acesso à terra para pessoas negras libertas.


Com a Proclamação da República, em 1889, André Rebouças deixou o Brasil ao lado da família imperial, mantendo-se fiel ao imperador Dom Pedro II. Viveu os últimos anos entre a Europa e a África antes de morrer em Portugal, aos 59 anos.

Mesmo mais de um século após sua morte, o legado de André Rebouças segue presente em diferentes espaços públicos e culturais do país. Um dos exemplos mais conhecidos é o Túnel Rebouças, no Rio de Janeiro, uma das principais ligações viárias da capital fluminense. Em 2025, outro reconhecimento marcou sua memória: a inauguração do Armazém Docas André Rebouças, na região da Pequena África, também no Rio de Janeiro.

Reconhecido como um dos grandes nomes da luta antirracista e da engenharia nacional, André Rebouças integra o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, homenagem destinada a personalidades que contribuíram para a construção da história brasileira.

Para além das homenagens, sua trajetória continua inspirando debates sobre justiça social, igualdade racial e o protagonismo negro na ciência, na política e na construção do Brasil.


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