A cidade de Cachoeira iniciou neste domingo (17) uma das mais tradicionais manifestações religiosas do Recôncavo baiano: a Festa do Divino Espírito Santo. A abertura da celebração foi marcada pelo hasteamento da bandeira do Divino em frente à Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora do Rosário.
O pavilhão foi erguido pelo padre André Soeira, na presença da comunidade católica e do imperador da festa deste ano, Luiz Miguel de Brito Ferreira.
Com raízes no catolicismo popular e influência da tradição portuguesa, a Festa do Divino é celebrada em torno do Domingo de Pentecostes e reúne diversos ritos religiosos e culturais, como o cortejo da bandeira pelas ruas da cidade, o setenário e a coroação do imperador.
A programação acontece entre os dias 17 e 24 de maio e mobiliza moradores, visitantes e fiéis em celebrações que atravessam gerações no município histórico do Recôncavo. Durante o período festivo, o setenário será realizado sempre às 19h, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário.
História da festa
A Festa do Divino Espírito Santo em Cachoeira acontece desde o século XVIII e é considerada uma das manifestações religiosas mais tradicionais da cidade. De origem portuguesa, a celebração mantém elementos simbólicos preservados ao longo do tempo.
Tradicionalmente, o imperador da festa é uma criança entre 8 e 12 anos, responsável por representar a devoção ao Divino Espírito Santo durante as celebrações. Após a missa solene na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, o imperador segue em cortejo acompanhado de sua corte pelas ruas da cidade, enquanto os fiéis conduzem a bandeira do Divino.
No passado, um dos momentos mais simbólicos da festa acontecia com a ida do imperador à delegacia da cidade, onde um dos presos era colocado em liberdade. Como parte do ritual, a bandeira do Divino era lançada sobre a cabeça do ex-condenado, em um gesto que simbolizava misericórdia, renovação e perdão.

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