Dona Zélia do Prato leva samba de roda do Recôncavo para festival em Ouro Preto

 

Foto: @LeandroCouri/Divulgação

Uma das principais representantes do samba de roda no Recôncavo baiano, Dona Zélia do Prato será uma das atrações do Festival de Cultura Popular de Ouro Preto, no dia 23 de maio. A mestra sambadeira sobe ao palco ao lado do grupo mineiro Herança Ancestral, levando ao público a tradição cultural do interior da Bahia.

Além da participação de Dona Zélia, o festival também contará com show da cantora Teresa Cristina, com o espetáculo “Jessé – As canções de Zeca Pagodinho”. A programação inclui ainda apresentação do grupo Samba em Revista, de Ouro Preto, com participação da cantora Manu Dias.

Trajetória de Dona Zélia do Prato

Nascida e criada em São Brás, distrito de Santo Amaro, Zélia Maria Paiva Souza aprendeu o samba de roda com a mãe e a avó, tradição que mantém viva aos 72 anos. Reconhecida como uma das principais mestras sambadeiras em atividade no Recôncavo, ela está entre as poucas que ainda preservam o toque do prato, elemento marcante dessa manifestação cultural.

Antes do reconhecimento como mestra, Dona Zélia trabalhou como marisqueira, na lavoura do cacau e como feirante, conciliando o sustento da família com a prática cultural herdada de gerações anteriores.

Ao longo da trajetória, integrou o grupo Samba Coral de Pescadores e Marisqueiras de São Francisco do Conde e participou, como cantadora de chula, da gravação do CD “Quando eu dou minha risada HaHa”, ao lado dos mestres João do Boi e Alumínio, do Samba Chula de São Brás.

Tradição do samba de roda

O samba de roda é uma manifestação cultural originária do Recôncavo baiano, com características próprias de ritmo, canto e dança, realizada em formato de roda e com participação coletiva. A presença de Dona Zélia no festival reforça a importância da valorização das mestras e mestres como guardiões desse patrimônio imaterial.

Desde julho de 2025, o projeto que integra a programação do festival tem promovido ações de difusão do samba de roda, incluindo a realização de 20 rodas, oficinas de canto, toque e dança, além de intercâmbios e encontros formativos. A iniciativa já contou com a participação de referências como Mestre Adó, de Santo Amaro, Mestra Hermínia, de Saubara, e Natureza França, de Salvador.

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