Tecnologia desenvolvida durante a pandemia reduz o contato com maçanetas e também amplia a acessibilidade para pessoas com limitações nos membros superiores.
Dois estudantes do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) conquistaram a concessão da patente de um dispositivo mecânico que permite abrir e fechar portas sem o uso das mãos. A invenção foi registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) sob o número BR 10 2021 010942 4.
Desenvolvido por Maurício Menezes e Lucas Lessa, alunos do Centro de Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS), o equipamento surgiu durante a pandemia de Covid-19, período em que as recomendações sanitárias reforçaram a necessidade de reduzir o contato com superfícies compartilhadas, como maçanetas.
A ideia nasceu durante a disciplina de Propriedade Intelectual, ministrada pelo professor Eron Passos. Inicialmente pensado como um trabalho acadêmico, o projeto ganhou potencial de inovação e evoluiu até se tornar uma tecnologia patenteada.
“Unimos o útil ao agradável. Já que precisávamos entregar um projeto, optamos por desenvolver algo que tivesse valor real e aplicabilidade prática”, afirmou Maurício Menezes.
Na execução do projeto, Maurício foi responsável pelo desenvolvimento técnico, incluindo a modelagem em CAD (Desenho Assistido por Computador) e as análises em CAE (Engenharia Assistida por Computador). Lucas Lessa concentrou-se na prospecção tecnológica e na validação da proposta inovadora.
Tecnologia para saúde e acessibilidade
O dispositivo funciona por meio de um pedal conectado à maçaneta por uma haste ou cabo. Ao acionar o mecanismo com os pés, o movimento é transmitido à maçaneta, permitindo a abertura da porta sem a necessidade de contato manual.
Segundo os inventores, um dos principais diferenciais da tecnologia é a possibilidade de adaptação a diferentes modelos de maçanetas, exigindo apenas ajustes no sistema de acoplamento. Isso amplia as possibilidades de uso em hospitais, escolas, repartições públicas e outros espaços com grande circulação de pessoas.
Além de contribuir para a redução do contato com superfícies, o equipamento também representa uma alternativa de acessibilidade, beneficiando pessoas com limitações nos membros superiores e proporcionando maior autonomia no cotidiano.
Para o professor Eron Passos, acompanhar todas as etapas do desenvolvimento de uma inovação, desde a concepção da ideia até a obtenção da patente, fortalece a formação acadêmica e incentiva os estudantes a desenvolver soluções para desafios reais da sociedade.
“Eles deixam de ser apenas futuros engenheiros para se tornarem inventores e geradores de valor para a sociedade”, destacou o docente.
Via: UFRB
Via: UFRB

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