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| Foto: Reprodução |
Uma embalagem de farinha de mandioca comercializada por R$ 35 no Aeroporto Internacional de Salvador chamou a atenção nas redes sociais. O valor surpreendeu internautas, especialmente porque o produto, tradicional na mesa dos baianos, costuma ser encontrado por preços entre R$ 6 e R$ 10 em supermercados e outros estabelecimentos, a depender da marca, região e local de compra. “Que souvenir caro!”, brincaram alguns usuários.
A diferença de preço foi destacada pelo influenciador do perfil Guia de Supermercados Feira de Santana, que chamou atenção para as particularidades do comércio em aeroportos.
Segundo análises do setor varejista, estabelecimentos localizados em aeroportos, pontos turísticos, hotéis e grandes eventos tendem a praticar preços mais elevados devido à menor concorrência e à quantidade limitada de alternativas disponíveis para o consumidor.
Outro fator está relacionado aos custos de operação. Lojas instaladas em aeroportos costumam arcar com despesas maiores de aluguel, logística, taxas e funcionamento. Esses custos são considerados na formação do preço final dos produtos, junto aos gastos diretos, indiretos e à margem de lucro.
Também pesa nesse cenário a chamada elasticidade-preço da demanda. Como passageiros permanecem em uma área restrita e, muitas vezes, têm poucas opções para realizar determinadas compras, há maior possibilidade de aceitação de valores acima dos praticados no comércio tradicional.
Assim, embora a farinha de mandioca não tenha necessariamente um custo de produção maior, o local onde é comercializada pode fazer com que o preço final seja significativamente superior ao encontrado em supermercados e outros pontos de venda.


