Minas Gerais: avião usado no transporte de órgãos cai após acidente que matou piloto de São Félix


Um avião da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), utilizado no transporte de órgãos para transplantes, caiu nesta sexta-feira (9) e deixou três militares mortos em Santana do Paraíso, no Vale do Aço. O acidente ocorreu horas depois da queda de um monomotor em Belo Horizonte que matou Daniel Salomão, morador de São Félix, no Recôncavo baiano. 

A aeronave Pégasus 17 realizava um voo de treinamento obrigatório para rechecagem de habilitação dos pilotos. Morreram o tenente-coronel Silvestre, comandante do Esquadrão de Aviões, e as tenentes Gabriela Emília e Alice Almeida. 

Durante coletiva de imprensa, o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PMMG, se emocionou ao lamentar as mortes. “Talvez essa seja a coletiva mais difícil da minha vida”, declarou. Ele destacou o trabalho dos tripulantes no salvamento de vidas e a participação da aviação policial em mais de 2 mil transplantes. 

O Pégasus 17 havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e pousado no Aeroporto Regional do Vale do Aço. Após uma nova decolagem, caiu nas proximidades do terminal. 

Na mesma manhã, Daniel Salomão, de 31 anos, morreu quando o monomotor que pilotava caiu em uma área de manutenção do metrô de Belo Horizonte, no bairro São Gabriel. Ele era o único ocupante do avião, pertencente à empresa Bello Fruit. 

As circunstâncias das duas quedas são investigadas pelo Cenipa. O governo mineiro anunciou luto oficial de três dias pela morte dos policiais militares. 


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