“Nós vamos matar quem roubar”, diz Renan Santos durante lançamento de candidatura à Presidência


O vice na chapa presidencial do partido Missão, tenente-coronel da reserva Aroldo Medina, entrega o "Espadim de Tiradentes" a Renan Santos. Foto: Reprodução


O empresário Renan Santos, um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), foi lançado neste sábado (1º) como candidato à Presidência da República pelo partido Missão. Durante o discurso de oficialização da candidatura, ele afirmou que defende a morte para quem cometer crimes de roubo e fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos também candidatos ao Palácio do Planalto.

Ao apresentar sua proposta de segurança pública, Renan declarou: “Nós vamos matar quem roubar”. A fala ocorreu durante o evento de lançamento da candidatura e repercutiu nas redes sociais.

O candidato também rejeitou ser identificado como representante da chamada “terceira via”, classificando esse grupo como uma “oposição da oposição”. Segundo ele, sua candidatura não se define apenas pela oposição ao PT.

“Nós não somos como outros ratos que se vestem de verde e amarelo, se apropriando dos símbolos nacionais só para dizerem: ‘veja só, eu sou o oposto do Lula’. Quando você se define pelo seu inimigo, você nunca o supera”, afirmou.

Durante o discurso, Renan Santos ainda direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro, a quem chamou de “farsante” e “corrompido”. Segundo o candidato, o parlamentar estaria sendo preparado para ser derrotado nas eleições.

De acordo com pesquisa Datafolha divulgada em 24 de julho, Renan Santos aparece com 3% das intenções de voto no primeiro turno, em empate técnico com Romeu Zema (Novo), que também registra 3%, e próximo de Ronaldo Caiado (PSD), com 4%. O levantamento aponta o presidente Lula na liderança, com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%.

Quem é Renan Santos

Renan Santos tem 42 anos, é ativista político, empresário e uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL). Entre 2015 e 2016, participou das manifestações que defenderam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, incluindo a chamada “Marcha pela Liberdade”, que percorreu o trajeto entre São Paulo e Brasília.

Natural de São Paulo, Renan estudou Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu o curso. Ao lado de outros integrantes do MBL, fundou o partido Missão, que teve o registro concedido pela Justiça Eleitoral no fim de 2025. Até o momento, a legenda não anunciou alianças com outros partidos para as eleições de 2026.




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