Em entrevista à Rádio Metrópole, o padre Lázaro Muniz falou sobre o sacrifício de animais em rituais religiosos e defendeu o respeito às diferentes tradições. Segundo o sacerdote, a questão deve ser compreendida dentro do princípio da liberdade de culto e do significado atribuído à prática por cada religião.
Padre Lázaro destacou ainda a diferença entre apoiar uma determinada religião e respeitar seus praticantes. “Não existe igreja do candomblé. Existe igreja que respeita os irmãos e irmãs do candomblé, e isso é muito importante”, afirmou.
Ao comentar o uso de animais em cerimônias religiosas, o sacerdote questionou por que a prática costuma ser alvo de críticas enquanto outras formas de utilização de animais são amplamente aceitas pela sociedade.
“Se não é certo sacrificar um animal para um culto religioso, por que sacrificamos para alimentação, para tirar o couro e fazer sapatos e bolsas? Usamos os animais para tantas outras coisas e isso quase nunca é questionado”, disse.
Segundo ele, o sacrifício possui um significado espiritual para diferentes tradições e deve ser compreendido dentro de seus respectivos contextos. O padre lembrou que práticas de sacrifício estiveram presentes no judaísmo e também na história da Igreja Católica, antes de mudanças ao longo do tempo.
“Muitas religiões ainda fazem, mas com muito respeito. No candomblé e em outras tradições, o sacrifício representa oferecer a Deus aquilo que foi recebido Dele. Assim como oferecemos o dízimo e, no judaísmo, eram oferecidos dons, eu não sou contra”, concluiu.
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