Cruz das Almas: ataques de raposas deixam três pessoas feridas em oito dias na zona rural

Imagem ilustrativa



Moradores da zona rural de Cruz das Almas estão em alerta após uma sequência de ataques de raposas registrados em diferentes comunidades do município. O caso mais recente ocorreu na manhã desta segunda-feira (16), na localidade da Lagoa do Cedro.

Uma mulher de 59 anos foi atacada por volta das 5h, enquanto caminhava na região. Segundo informações, ela foi surpreendida pelo animal e sofreu diversas mordidas, principalmente nas pernas. A vítima foi socorrida por moradores e levada para a UPA do município, onde recebeu atendimento médico.

Foto: reprodução
Este é o terceiro ataque registrado em um intervalo de apenas oito dias. No último dia 8 de março, duas pessoas foram atacadas por uma raposa na localidade de Lagoa Grande, também na zona rural. No primeiro caso, uma mulher ficou gravemente ferida e precisou ser transferida para um hospital em Salvador, onde passou por cirurgia. Horas depois, um homem também foi atacado na mesma região e atendido na UPA de Cruz das Almas.

Apesar dos casos ocorrerem em comunidades diferentes e distantes entre si, a repetição dos ataques tem gerado preocupação entre moradores da zona rural.

Animal foi encontrado morto

Foto: Reprodução Jornal Livre / João Carlos


Após o ataque mais recente, moradores acompanharam o resgate da raposa, realizado por uma equipe da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. O animal foi localizado sem vida, com ferimentos nas regiões do pescoço e das costas.

De acordo com informações apuradas, as lesões teriam sido provocadas pela própria vítima, que utilizou um galho para se defender durante o ataque.

Mesmo morto, o animal foi encaminhado para análise laboratorial, que deverá confirmar a presença do vírus Rabies lyssavirus, responsável pela raiva.

Orientações

O médico veterinário e fiscal estadual da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Luciano Santos, orienta que pessoas que sofrerem qualquer tipo de arranhadura ou mordida de animais silvestres procurem imediatamente atendimento médico, devido ao risco de transmissão da raiva.

Ele também recomenda que, ao avistar animais silvestres próximos a residências, a população tente apenas afugentá-los, evitando qualquer tipo de confronto. O especialista ressalta ainda que matar animais silvestres é considerado crime ambiental.

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