A pira do Fogo Simbólico foi acesa na manhã desta segunda-feira (29), em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, marcando o início da programação cívica da Independência da Bahia. A partir da cerimônia, a Chama da Liberdade iniciou o percurso que seguirá até Salvador, onde integra as comemorações do 2 de Julho.
O ato foi realizado na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, durante celebração presidida pelo padre André Soeria. A cerimônia reuniu autoridades, atletas e moradores. Entre os presentes estavam a prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga, a vice-prefeita Cristina Soares, além de representantes de instituições civis e militares.
Após a cerimônia, a tocha foi conduzida por atletas em sistema de revezamento, iniciando um percurso de pouco mais de 100 quilômetros até Salvador. O trajeto passa pelos municípios de Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias e Simões Filho, até chegar ao bairro de Pirajá, palco de uma das batalhas decisivas para a consolidação da Independência da Bahia, em 2 de julho de 1823.
O Fogo Simbólico representa a Chama da Liberdade e simboliza a união dos povos e a luta pela emancipação baiana. Nas mãos dos atletas, a tocha refaz simbolicamente o caminho percorrido pelos combatentes que partiram de Cachoeira em direção à capital durante a campanha militar contra as tropas portuguesas.
Entre os participantes da condução da tocha está o veterano Zé de Zuza, que há mais de 30 anos participa da tradição, mantendo viva uma das mais importantes manifestações cívicas da Bahia.
A programação prevê que a chama chegue ao Panteão do General Labatut, em Pirajá, no dia 1º de julho. No dia seguinte, 2 de Julho, ela será conduzida ao Largo do Campo Grande, onde integra o ato cívico que celebra a Independência da Bahia.
Tradição preserva a memória da Independência
O percurso do Fogo Simbólico começa em Cachoeira devido ao papel histórico desempenhado pelo município nas lutas pela Independência. A cidade serviu como base das tropas brasileiras e protagonizou, em 25 de junho de 1822, um levante contra o domínio português, episódio que antecedeu a vitória das forças baianas em 1823.
Desde 2023, as celebrações também contam com uma segunda chama, que parte de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador. A iniciativa reconhece a participação dos municípios do antigo Recôncavo Norte na campanha pela Independência da Bahia. As duas chamas integram a programação oficial do 2 de Julho na capital baiana.

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