A Polícia Civil apreendeu botijões de gás comercializados irregularmente e resgatou dezenas de aves silvestres mantidas em cativeiro durante uma operação realizada em um mercado localizado na comunidade da Sapucaia, zona rural de Cruz das Almas.
A ação foi realizada pela Delegacia Territorial do município em cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça após investigação policial.
No local, os agentes encontraram uma grande quantidade de botijões de gás armazenados para venda sem autorização dos órgãos competentes. Durante a vistoria, também foram localizadas dezenas de aves em gaiolas, além de troféus, medalhas e outros objetos relacionados a competições envolvendo pássaros.
Segundo a Polícia Civil, o material apreendido indica que o estabelecimento era utilizado para a manutenção de aves em cativeiro e para a realização de disputas entre pássaros, incluindo campeonatos de canto e rinhas.
Algumas das aves possuíam anilhas de identificação. No entanto, os investigadores suspeitam que parte delas possa ter sido falsificada ou adulterada. As peças serão encaminhadas para perícia, já que os responsáveis não apresentaram documentação que comprovasse a regularidade dos registros.
As aves, gaiolas, troféus e botijões de gás foram apreendidos e encaminhados para a Delegacia Territorial de Cruz das Almas.
Os animais resgatados serão levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Cruz das Almas, onde passarão por avaliação veterinária e biológica para verificar as condições de saúde e a possibilidade de retorno à natureza.
A Polícia Civil informou que foi instaurado inquérito para apurar os crimes investigados. O proprietário do estabelecimento, identificado pelas iniciais L.S.O., não estava no local durante a operação e responderá ao processo em liberdade.
A comercialização irregular de gás de cozinha pode configurar crime contra a ordem econômica e a economia popular. Já a manutenção de aves silvestres em cativeiro sem autorização é prevista na Lei de Crimes Ambientais. Caso seja confirmada a falsificação das anilhas, o responsável também poderá responder pelo crime de falsificação de selo público.

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