No documento apresentado ao tribunal, os candidatos concordaram com a abertura simultânea dos sigilos e solicitaram que os dados fossem requisitados ao Banco Central, à Receita Federal, às instituições financeiras e às operadoras de telefonia. A proposta previa a divulgação das informações ainda na quinta-feira, por meio de um endereço eletrônico de acesso público.
Mendonça afirmou que cabe aos próprios candidatos decidir quais dados desejam divulgar e que a avaliação dessa escolha compete aos eleitores. O ministro também ressaltou que a divulgação voluntária de informações pessoais não substitui investigações oficiais conduzidas pelos órgãos competentes.
O acordo foi firmado após o tema entrar na campanha presidencial durante o debate promovido pela TV Bandeirantes no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a divulgar os respectivos sigilos. A iniciativa passou a envolver também informações de familiares e pessoas físicas e jurídicas ligadas aos candidatos.



