A 14ª Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica) começa nesta quinta-feira (5), no Recôncavo Baiano, com debates sobre literatura negra, ancestralidade e os impactos da inteligência artificial nas relações raciais. A programação da Tenda Paraguaçu reunirá escritores, pesquisadores, artistas e ativistas para discutir letramento racial, memória afro-brasileira e tecnologia durante o Mês da Consciência Negra.
Um dos destaques será a mesa “Penso, logo... IA: distopias à vista?”, marcada para as 11h desta quinta-feira. O encontro terá a participação da jornalista Miriam Leitão e da cientista da computação Nina da Hora, com mediação do especialista em cultura Zulu Araújo. A discussão abordará os efeitos da inteligência artificial na sociedade e os riscos de reprodução de desigualdades raciais por meio de algoritmos.
Pesquisadora e ativista antirracista, Nina da Hora também lançará durante a Flica o livro Do rosto ao vetor: uma história da medição do rosto, da eugenia ao algoritmo. A obra aborda a relação entre tecnologias de reconhecimento facial, práticas históricas de classificação humana e os desafios relacionados à discriminação algorítmica.



